terça-feira, 24 de julho de 2007

"TRAIÇÃO, AMOR E ODIO"

Anseio como se o amanhã não existisse
Desejo aquilo que todos desejam
Amor, amor, paixão, respeito e companheirismo.
Com um rasgo de loucura sonhei que o fim não existia.
Esperei que o amanhã fosse hoje
Que tu fosses sempre presente.
Que eu fosse teu e que tu fosses eu.
Que a macula negra do destino não cai-se sobre nós.

Amei como nunca amei.
Como uma criança dei os meus primeiros passos conduzido pela tua mão,
nesta vida a dois que rapidamente passou a cinco.

Só agora soube que fui o homem mais rico do universo, tive tudo
Respeito, admiração, amor, amizade, paixão.

Hoje não tenho nada, sou um simples vagabundo, deambu
lando neste mundo de ódio, raiva e medo.
Tenho os ventrículos e os aurículos do coração repletos de ódio, de desespero e de raiva.

Nos momentos de solidão sou só eu e eu. Já não existe tu, ou melhor nunca existiu nós.
Quis o egoísmo do tempo roubar-nos aquilo que sempre mais desejei o amor e o respeito.

Agora estou só neste túnel negro, escuro, aonde o dia é noite e a noite é dia, onde tudo é diferente e nunca é igual. Nada mais resta, já não sei o que fazer, pois agora só sei que sou eu, SÓ EU É QUE EXISTO.

EXISTO no termo simples daquilo que não desejo.
Existo na concordância do verbo existir.
Na realidade vegeto neste mar de ódio, de raiva e de traição.

SÊ FELIZ!!!!!

2 comentários:

Anónimo disse...

Carlos

Chamou-me a atenção o seu blog pelo nome que escolheu para aqui se apresentar, pois os homens não têm rosto quando se trata de sentimentos.

Pelo que escreve, percebo que é uma pessoa extremamente sensível, que vive com as emoções à flor da pele e para quem o amor e a família são tudo. É tão raro encontrar um homem assim!

Sinto o seu sofrimento quando diz que viu os seus castelos de sonho caírem por terra e desmoronar-se o mundo que um dia idealizou para si.

A traição pode ferir como um punhal e fazer-nos sentir sujos com o nosso próprio sangue.

Agora, sente-se só, perdido no seu castelo em ruínas. Chora, sofre, não sabe o que fazer nem o que pensar. É como tentar apanhar a espuma na rebentação das ondas. Quando a onda se afasta, olhamos para a mão e o que vemos? Nada. Tudo se esvaiu como se nunca tivesse existido. E chegamos a pensar se alguma vez existiu.

Com o tempo, que tudo cura, a sua alegria de viver renascerá e certamente vai voltar a ver o mundo com esperança. Quem sabe não terá outra vez o desejo de ter um rosto, sorridente e bonito como o da foto…

O seu filho, a quem escreve uma carta tão profunda que nem ouso comentar, tem muita sorte em ter um pai assim.

Desejo-lhe toda a felicidade do mundo. E aproveito para dizer que gostava de conhecê-lo um dia destes, quando as águas desse seu mar estiverem mais calmas. Até porque somos vizinhos. Da minha varanda vislumbro a Baía de Cascais, onde muitos barcos passam e outros partem, mas poucos ou nenhuns atracam.

Para já, continuarei a seguir atentamente a evolução deste seu blog, no qual espero sempre ver espelhada essa sensibilidade que tanto me atraiu.



Estrela da Manhã

Carlos P. Lopes disse...

Estimada Amiga

É sempre um motivo de orgulho para qualquer homem ser presenteado com um comentário tão repleto de sentimentos.

Confesso que quando imaginei expor os meus pensamentos, achei que os mesmos em momento algum suscitariam qualquer comentário.

Efectivamente atravesso, actualmente, uma fase complicada da minha existência, a qual origina que veja o mundo de uma forma menos colorida. No entanto são os meus filhos que me dão diariamente o alento necessário para continuar.

Um beijo de amizade e agradecimento por tão nobres palavras.

Carlos