segunda-feira, 17 de novembro de 2008

... " My Way ..."

As recordações que ficam foram por minha única culpa.

Se entraste sem sequer bater, foi porque eu deixei a porta sempre aberta...

Queria poder apagar do meu coração o teu outro sorriso e dos meus lábios o sabor dos teus beijos.

Esquecer o sofrimento que quase me custou a minha alma.

Devoramos os momentos e rimo-nos vezes sem fim de coisas que apenas a nossa cumplicidade nos fazia entender.

Ao teu lado, recuei no tempo e reencarnei num outro ser, diferente daquele que durante anos permaneceu escondido por receio, pudor ou medo.

Aquele que te dizia.... apeteces-me aqui e agora... aquele que tinha uma vontade incessante em ir ter contigo a um qualquer hotel, mesmo sem saber o número do quarto.

Ou até mesmo aquele que não aceitava um não, para depois desejar que o devorasses com sofreguidão.

Não poderia ter sido de outra forma, mas percebo agora que nunca foi amor.

Foi algo que tive de viver e tu foste a escolhida... não a mulher perfeita, a companheira, a amiga, a confidente, a amante, mas apenas e tão somente a escolhida.

Foi muito bom um dia ter chegado a acreditar...., foi bom, mas hoje sigo sozinho.

Hoje assinei a tua carta de alforria.


Frank Sinatra - " My Way "

1 comentário:

Anónimo disse...

A Vida é feita de pequenos momentos, que nos dão Felicidade...
Saber vivê-los com a máxima intensidade é o mais importante. Ninguém é dono de ninguém... e o que hoje começa, tem já um fim.
Saber libertar e saber libertar-se quando chega o momento, é aí que reside a diferença.