quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

... " Depois de ti " ...

Gian Franco Pagliaro

Este poema é efectivamente escrito com uma grande sensibilidade.

Este texto faz-me pensar que, um dia também eu não quis dizer "depois de ti".

Que não quero voltar a sentir somente as memórias da pele e dos beijos.

Que não quero apenas sentir o vento pelas ruas onde um dia passamos de mãos dadas.

Não é isto que um dia quero voltar a sentir, nem um dia ter que escrever.

Mas, se tiver que ser, se tiver que o escrever, tentarei faze-lo com a mesma intensidade e talvez com a mesma serenidade que este poema me transmite.

Hoje, não posso dizer que fiquei sem palavras...

Hoje, mais uma vez despertaram-me os sentidos.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

... " Te Amo " ...

"
Te amo
Te amo de uma maneira inexplicável.
De uma forma inconfessável.
De um modo contraditório.


Te amo com meus estados de animo que são muitos, e mudam de humor continuamente.
Pelo que já sabe,
O Tempo.
A Vida.
A Morte.


Te amo
Com o mundo que não entendo.
Com as pessoas que não compreendo.
Com a ambivalência de minha alma.
Com a incoerência de meus actos,
Com a fatalidade do destino.
Com a conspiração do desejo.
Com a ambiguidade dos fatos.
Ainda quando te digo que não te amo, te amo.
Até quando te engano, não te engano.
No fundo, levo a cabo um plano, para amar-te... melhor.
Pois, ainda que não creias, minha pele sente falta enormemente da ausência de tua pele.


Te amo.
Sem reflectir, inconscientemente, irresponsavelmente, espontaneamente, involuntariamente, por instinto, por impulso, irracionalmente.
Com efeito não tenho, argumentos lógicos, nem sequer improvisados para fundamentar este amor que sinto por ti, que surgiu misteriosamente do nada, que não tem resolvido magicamente nada, e que milagrosamente, de pouco, com pouco ou nada tem melhorado o pior de mim.


Te amo.
Te amo com um corpo que não pensa, com um coração que não raciocina, com uma cabeça que não coordena.
Te amo incompreensivelmente.
Sem perguntar-me, porque te amo.
Sem importar-me porque te amo.
Sem questionar-me porque te amo.


Te amo simplesmente porque te amo.
Eu mesmo não sei porque te amo. "


Gian Franco Pagliaro


... " A Felicidade " ...

Se achas que a tua vida ficou sem uma razão de existir, simplesmente pelo facto de aquele amor que te parecia imortal, acabou, morreu.

E te deixou aquela sensação impregnada de vazio, e dor sem fim.

Acredita que tal como a vida, o amor, nasce e morre, mas nunca deixa de existir.

A Felicidade não reside nessa pessoa que nos magoa, que por vezes nos humilha, ou que não nos respeita.

A verdadeira Felicidade reside, sim, em cada um de nós.

Em momento algum estava explicito que teríamos que amar só uma vez. Mas se todo o amor pode ter um fim, já a vontade de amar e ser amado pode ser infinita.

Hoje acredito que por cada amor que se vai, nesta vida incompreendida, outro surge, embora diferente por certo, para ocupar esse lugar deixado vago.

Ou será que não?...